Simone, com trajetória política construída em Mato Grosso do Sul, e Marina, historicamente ligada ao Acre, decidiram buscar espaço eleitoral no maior colégio eleitoral do país. A mudança abriu espaço para críticas de adversários, que classificaram a decisão como uma tentativa de encontrar em São Paulo melhores condições para permanecer na política.
Durante a campanha, levantamentos eleitorais chegaram a apontar cenários competitivos para as duas candidatas. Quando as urnas foram abertas, porém, o resultado ficou distante das expectativas criadas ao longo da disputa.
Do outro lado estava a força do grupo político liderado pelo governador Tarcísio de Freitas. Embora nascido no Rio de Janeiro, Tarcísio construiu sua principal trajetória eleitoral recente em São Paulo e conseguiu ampliar sua influência política no estado.
Guilherme Derrite e André do Prado saíram fortalecidos das urnas, enquanto Simone Tebet e Marina Silva terminaram derrotadas.
O episódio deixa uma mensagem que merece reflexão: eleição não se vence apenas com projeção nacional, apoio político ou números favoráveis em pesquisas. É o eleitor quem dá a palavra final.
Para os críticos das duas ex-ministras, a tentativa de construir uma nova base eleitoral em São Paulo acabou sendo interpretada como oportunismo político. E, desta vez, a estratégia não encontrou respaldo suficiente nas urnas.
No fim, São Paulo falou nas urnas — e o projeto político de Simone Tebet e Marina Silva recebeu um duro revés.

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