Segundo a reportagem, integrantes do entorno de Flávio Bolsonaro teriam interpretado movimentações recentes como acenos para a construção de um entendimento que poderia envolver, entre outros pontos, a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e a discussão sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O PL, entretanto, teria decidido não avançar nesse caminho em relação a Moraes.
PL calcula ter 49 votos
Um dos pontos de maior repercussão da apuração é a situação no Senado. Conforme a CNN, nas contas do próprio PL, o partido já teria 49 votos favoráveis ao impeachment de Alexandre de Moraes e buscaria outros cinco para chegar aos 54 necessários para uma eventual condenação. É importante ressaltar que os 49 votos são uma estimativa política atribuída ao partido, e não resultado de uma votação oficial já realizada.
A movimentação ganhou força depois das eleições, com o crescimento do PL e de parlamentares alinhados à direita no Senado. Outra reportagem da CNN afirma que esse novo cenário político provocou preocupação nos bastidores do Supremo diante da possibilidade de pedidos contra ministros avançarem na próxima legislatura.
Flávio Dino também está no radar
A apuração aponta que Flávio Dino também passou a ser alvo da estratégia do PL. A eventual iniciativa contra o ministro dependeria, segundo a reportagem, de sua atuação após o resultado definitivo da eleição presidencial, especialmente em temas envolvendo investigações eleitorais e emendas parlamentares.
No caso de Moraes, a pressão já existe formalmente. Em setembro, o senador Carlos Viana protocolou um pedido de impeachment contra o ministro, conforme informou oficialmente a Agência Senado.
O Senado informa que cabe à Casa processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, nos termos da Constituição e da Lei nº 1.079/1950. O pedido precisa percorrer o procedimento previsto antes de chegar a um eventual julgamento. O próprio Senado registra que, historicamente, nunca foi aprovado um pedido de impeachment contra ministro do Supremo.
Fonte: CNN Brasil — apuração de Caio Junqueira, publicada em 6 de outubro de 2026.

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