Segundo as informações divulgadas nesta terça-feira (15), as conversas envolvem Vorcaro e Luiz Rennó, que ocupava o cargo de diretor jurídico do Banco Master. Em determinado momento, Rennó faz referência a um pagamento de R$ 500 mil por mês relacionado a Kevin Marques.
Em uma das conversas, Rennó encaminha a Vorcaro uma imagem contendo os contatos de Kevin Marques e faz referência ao valor de “500 mil mês”. Em outra troca, o assunto volta a aparecer quando Rennó menciona pagamentos considerados essenciais e cita a Consult.
Dados anteriores do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já haviam identificado pagamentos feitos pela Consult ao escritório de Kevin Marques. Foram registradas 11 transferências que totalizaram R$ 281,6 mil entre 2024 e 2025. A empresa afirmou que os pagamentos foram referentes a serviços técnicos e assessoria jurídica.
O Banco Master, por sua vez, transferiu R$ 6,6 milhões para a Consult no período analisado. A empresa também recebeu outros R$ 11,3 milhões da JBS, totalizando cerca de R$ 18 milhões. O Coaf apontou inconsistências nas movimentações porque a consultoria havia declarado faturamento de apenas R$ 25,5 mil.
Kevin Marques nega ter recebido qualquer valor diretamente do Banco Master ou de Daniel Vorcaro. Sua assessoria sustenta que os pagamentos recebidos da Consult foram decorrentes de serviços jurídicos legítimos e independentes de sua relação com o STF.
O ministro Kassio Nunes Marques também negou relação de proximidade com Vorcaro. Em manifestações anteriores, afirmou não se recordar de troca de mensagens com o ex-banqueiro.
As novas mensagens aumentam a atenção sobre as relações entre Vorcaro, o Banco Master, empresas de consultoria e pessoas ligadas a integrantes do STF. O conteúdo deverá ser analisado pelas autoridades para determinar o contexto dos pagamentos mencionados e se houve ou não alguma irregularidade.


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