O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou um novo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (28) e estabelece novos valores para o imposto a partir de 1º de fevereiro de 2027.
O maior aumento será aplicado ao diesel, cujo ICMS passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, representando uma alta de aproximadamente 11,1%.
Na gasolina, o imposto subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, um acréscimo de R$ 0,07. Já no gás de cozinha, o ICMS passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Aumento poderá atingir o bolso dos brasileiros
Embora os novos valores sejam aplicados diretamente à tributação dos combustíveis, os reflexos poderão chegar a diversos setores da economia.
O diesel é fundamental para o transporte de cargas, abastecimento de supermercados, atividades agrícolas e distribuição de mercadorias. Por isso, qualquer aumento em seu custo poderá pressionar os preços de alimentos e outros produtos essenciais.
No caso da gasolina, o impacto poderá ser sentido principalmente pelos motoristas. Já o gás de cozinha, indispensável para milhões de famílias, poderá representar uma despesa ainda maior no orçamento doméstico.
O impacto efetivo sobre os preços dependerá dos repasses realizados pelas empresas do setor.
Governo Federal mantém subsídio ao diesel
Em meio às oscilações do mercado internacional de petróleo, o Governo Federal anunciou a prorrogação, por mais 30 dias, da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel rodoviário.
A iniciativa busca amenizar os efeitos da alta dos combustíveis e reduzir a pressão sobre os custos de transporte.
Reajuste também preocupa no Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, especialmente em municípios como Assú, Mossoró, Macau e outras cidades do Vale do Açu, a elevação da tributação poderá afetar transportadores, produtores rurais, comerciantes e consumidores.
O aumento do diesel merece atenção especial devido à importância do transporte rodoviário para o abastecimento das cidades e o escoamento da produção agrícola.
Os novos valores do ICMS estão previstos para começar a valer em 1º de fevereiro de 2027.
FOCOELHO — A velocidade da informação.

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