Visivelmente emocionado, o imigrante criticou duramente o ato e afirmou que manifestações desse tipo desrespeitam o sofrimento de milhões de venezuelanos que fugiram do país em busca de liberdade, comida e dignidade. Para ele, defender Maduro significa ignorar uma longa lista de denúncias internacionais envolvendo narcotráfico, violações de direitos humanos, perseguição política e o colapso econômico da Venezuela.
“Quem viveu o que nós vivemos não consegue aceitar esse tipo de apoio”, teria dito o venezuelano, destacando que amigos e familiares foram forçados a abandonar o país por causa da repressão do regime chavista.
Nicolás Maduro é alvo de investigações e acusações em tribunais internacionais, incluindo denúncias de ligação com organizações criminosas e de participação em esquemas de narcotráfico, o que levou setores da comunidade internacional a classificá-lo como um narcoterrorista. Mesmo assim, grupos ideológicos continuam promovendo atos em sua defesa fora da Venezuela.
O episódio em Florianópolis reacende o debate sobre a presença de movimentos políticos estrangeiros no Brasil e expõe o choque entre militantes ideológicos e imigrantes que vivenciaram diretamente os efeitos de regimes autoritários. Para muitos venezuelanos, manifestações desse tipo não representam solidariedade, mas sim desprezo pela dor de um povo que luta há anos para sobreviver.
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