Serra do Mel vive hoje um marco histórico. O Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI) acaba de reconhecer oficialmente
a Castanha de Caju da Serra do Mel com a Indicação Geográfica (IG).
O selo confirma a força de um povo, a identidade de um
território e a tradição construída por gerações que nunca deixaram de acreditar
no valor da nossa terra.
A partir de agora, o Brasil e o mundo sabem: a
castanha produzida em Serra do Mel é única. Ela carrega o sabor do nosso solo,
a força do nosso clima e o saber-fazer dos produtores que transformaram a
vocação agrícola do município em identidade cultural e econômica.
A conquista é resultado de uma jornada iniciada há quatro
anos, marcada por união, técnica, persistência e pelo compromisso de proteger
aquilo que é genuinamente serra-melense. Desde o início, a parceria entre
o Sebrae e a Prefeitura de Serra do Mel foi decisiva para impulsionar o
processo e garantir sua execução responsável e estratégica.
O projeto nasceu ainda na gestão do ex-prefeito
Bibiano, que acreditou na castanha como símbolo produtivo e cultural e iniciou
os primeiros passos rumo à IG.
A continuidade veio com o prefeito Kênio Azevedo, que
confiou no projeto, fortaleceu o diálogo com produtores e garantiu o avanço
necessário para esta conquista.
A APROCASTANHA também foi essencial na
organização da cadeia produtiva e no cumprimento dos requisitos técnicos que
permitiram à castanha de Serra do Mel alcançar esse reconhecimento.
Com a IG, uma nova era se abre: mais competitividade,
proteção do produto, valorização econômica e ampliação de oportunidades para
quem vive e produz no município. “É a certeza de que aquilo que é nosso —
nossa castanha, nossa história, nosso território — está oficialmente
reconhecido e protegido”, comemorou o prefeito.
Para Bibiano, “Serra do Mel não celebra apenas um selo;
celebra sua identidade, seus produtores e sua história. Celebramos hoje o
orgulho de ser Serra do Mel — e de ver o nome da nossa castanha ecoar pelo
Brasil e pelo mundo”, vibrou Bibiano.
O Sebrae, por meio de sua equipe técnica — João Hélio (Diretor
Técnico), Franco Marinho (Gestor da Fruticultura no RN) e Michele (Gestora
de Indicação Geográfica no RN) — teve papel fundamental, oferecendo orientação,
acompanhamento e apoio contínuo.