De acordo com informações apuradas, um grupo formado por cerca de seis criminosos invadiu a propriedade e rendeu a esposa e a filha da vítima, mantendo ambas sob ameaça dentro da residência. Em estado de choque, mãe e filha chegaram a suplicar para que os assaltantes levassem todos os bens da casa, numa tentativa desesperada de evitar uma tragédia. No entanto, os criminosos deixaram claro que o verdadeiro objetivo era aguardar a chegada do policial para tomar sua arma.
Ao retornar para casa e perceber a ação em andamento, Fernando Delfino tentou reagir. Durante o confronto, ele conseguiu atingir um dos invasores, mas acabou sendo alvejado por vários disparos efetuados pelos demais integrantes do bando. O policial não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O suspeito baleado durante a troca de tiros foi abandonado pelos comparsas em frente ao hospital de Monte Alegre. Apesar de receber atendimento médico, ele também não sobreviveu.
A sequência de tiros e a movimentação criminosa espalharam medo entre os moradores da comunidade, que relataram momentos de pânico ao ouvirem os disparos durante a noite. Segundo relatos, os assaltos a propriedades rurais têm se tornado cada vez mais frequentes na região, aproveitando-se do isolamento e da pouca presença policial.
Forças de segurança, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e a própria PRF, realizaram buscas intensas na área para tentar localizar os demais envolvidos, que fugiram após o crime. Até o fechamento desta matéria, ninguém havia sido preso.
O caso expõe novamente a dura realidade enfrentada por famílias que vivem no campo e reacende o alerta sobre a escalada da violência em áreas rurais do Rio Grande do Norte, onde o medo tem avançado mais rápido que a proteção do Estado.




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