Na tarde desta quinta-feira (21), a Prefeitura de Grossos,
por meio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Agricultura e Pesca,
reuniu representantes das salinas artesanais para apresentar o Projeto Ekosal,
da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA). O projeto tem o objetivo de
promover o licenciamento ambiental da atividade no município, que é único onde
a extração de sal artesanal pode ser encontrada no Rio Grande do Norte, e está
sendo financiado por uma emenda destinada pelo Deputado Souza Neto, por meio da
FAPERN.
A reunião aconteceu na Escola Municipal São José, na
comunidade do Córrego, e contou com a presença dos salineiros, da Prefeita
Cinthia Sonale, do Deputado Estadual Souza, do Presidente da Câmara,
Fabyellysson do Córrego, além de outros vereadores.
“A prefeitura tem total interesse em apoiar projetos que
venham a somar com a nossa cidade. As salinas artesanais geram trabalho e
renda, precisam do nosso suporte e fazer isso com o apoio da universidade nos
dá muita satisfação, é uma parceria que com certeza renderá bons frutos”, disse
a Prefeita.

A apresentação do Projeto foi feita pelo Professor Doutor Rogério Taygra,
coordenador do projeto. Segundo ele, Grossos tem 173 salinas artesanais, sendo
que 130 delas estão localizadas na comunidade do Córrego, 29 no Boi Morto, 12
no Coqueiros e 2 na comunidade de Areia Alvas. “Grossos é o último local onde
existe, e resiste, atividade de produção de sal artesanal. O projeto é da
UFERSA e financiado pela Fapern, que tem como objetivo dar apoio técnico e
ambiental para que os salineiros artesanais consigam se regularizar junto aos
órgãos ambientais por meio do licenciamento ambiental, essa foi a primeira
reunião e em breve nos reuniremos novamente para dar continuidade a coleta de
informações”, explicou.
Ainda de acordo com o professor, a participação do poder
público é de suma importância para o sucesso do projeto, pois além de
mobilizar, pode agilizar a documentação técnica, que sejam emitidos pela
prefeitura, como por exemplo, os documentos de certidão de solo, alvará de
localização, dentre outros.
O salineiro Francisco Alves gostou do que ouviu. “Acho fantástico, estou
tentando acreditar que esse encontro é verdade, porque na gestão passada, eu
participei de uma reunião onde foi prometido essa licença e não aconteceu. Naquela
época havia custos para os salineiros, hoje não existe mais esse custo. Com um
projeto desse gratuito eu tenho muito interesse em regularizar minha salina, o
quanto antes, pois o valor da regularização é muito alto, e a renda do
salineiro não dá para bancar”.
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