O discurso oficial tenta maquiar a medida com palavras como “organização”, “orientações internas” e outros termos burocráticos. Mas, fora dos gabinetes, a realidade é outra. O que o cidadão sente é abandono.
Enquanto as portas da Prefeitura se fecham, a população continua enfrentando problemas diários: falta de atendimento, ausência de respostas, carência de serviços básicos que são obrigação legal do município. A máquina pública não existe para servir a si mesma, mas para funcionar em favor do povo que a sustenta com impostos.
Recesso pode ser confortável para quem ocupa cargos administrativos, mas para quem depende do serviço público, significa negligência. Afonso Bezerra não pode parar. Doenças não entram em recesso, problemas sociais não tiram férias, a fome não espera despacho administrativo.
Suspender ou enfraquecer serviços essenciais é desrespeitar o cidadão e romper a confiança entre o poder público e a população. O recesso escancara mais um episódio de descaso de uma gestão que insiste em virar as costas para quem mais precisa.
Governar não é fechar a Prefeitura. Governar é garantir que ela funcione todos os dias, com portas abertas, atendimento digno e compromisso com o povo.
O povo de Afonso Bezerra merece respeito — não portas fechadas.

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